Dinheiro Vivo – Prego Gourmet muda de identidade com a RMAC

 

in Dinheiro Vivo, 23/04/2012 -[ link para artigo ]

A Prego Gourmet abre hoje a sua terceira loja no Centro de Lazer do Campo Pequeno em Lisboa.

A nova loja apresenta a nova identidade da cadeia de fast food nacional, com assinatura da RMAC. Atelier de design que venceu um concurso onde participaram seis empresas. André Almeida, um dos sócios da Prego Gourmet, explica a escolha da RMAC. ” “Foi a agência que espelhou melhor a personalidade dos fundadores na marca desenvolvida. Conseguiram criar uma imagem que define a 100% o produto que temos e o projecto que pretendemos desenvolver”, justifica. A Prego Gourmet passa ainda a ter a assinatura Um Ritual Português Aperfeiçoado. André Almeida não adianta o valor da renovação das três lojas, mas refere que a inauguração do novo espaço precipitou a renovação da identidade da Prego Gourmet.

 

ENTREVISTA – Prego Gourmet. “Lisboa é pequena”  [ Link para artigo ]

 

A Prego Gourmet abre hoje a terceira loja no Campo Pequeno. A nova loja revela ainda a nova identidade da cadeia portuguesa de fast food, criada pela RMAC.

André Simões de Almeida, um dos sócios da Prego Gourmet juntamente com João Cota Dias e David Saragga Igrejas, explica o que motivou a mudança de identidade dos espaços e, em entrevista ao Dinheiro Vivo, os planos de expansão da cadeia. Até ao final do ano querem abrir mais oito lojas.

À terceira loja, a Prego Gourmet mudou de identidade. Porquê?
Tudo para nós era novo no mercado da fast food e dos food courts. A imagem anterior era boa mas não acompanhava a qualidade do nosso produto nem estabelecia uma relação que pretendemos estabelecer com os nossos clientes. Lançámos o produto com uma imagem para o testar, o teste foi superado e agora para expandir precisávamos de uma imagem ao nível do produto.

A RMAC foi a vencedora do concurso. O que a destacou face aos seis participantes?
Foi a agência que espelhou melhor a personalidade dos fundadores na marca desenvolvida. Conseguiram criar uma imagem que define a 100% o produto que temos e o projeto que pretendemos desenvolver. Tivemos mais propostas boas, mas no momento da decisão este conceito encaixou que nem uma luva nos objetivos que tinhamos traçado para o nosso projecto. A nível gráfico está muito bem conseguido e a assinatura Um Ritual Português Aperfeiçoado explica exatamente aquilo em que temos vindo a conseguir transformar o Prego.

De que forma a nova identidade se vai refletir nas lojas?
Tudo vai mudar, os tons passam a ser mais claros, as lojas com uma melhor iluminação e com um desenho bastante diferente daquilo que tínhamos feito até aqui. As fardas passam a assumir outras cores, a zona do balcão tem alguns pormenores que retratam a dinâmica que quisemos dar às lojas como, por exemplo, o uso de madeira em parte do balcão e uma outra parte forrada com padrões gráficos que nos levam a relembrar traços de algumas partes de Lisboa antiga. O Prego é um prato muito lisboeta e, por isso, aplicámos alguns padrões da cidade de Lisboa às nossas lojas. Conseguimos juntamente com a RMAC criar um espaço convidativo a um Prego onde é percetível de imediato a qualidade dos nossos produtos.

Que investimento implicou esta nova identidade, bem como a reconversão das duas lojas já a funcionar?
Preferimos não falar em valores, mas a mudança é feita já exatamente para que o investimento não seja tão grande na remodelação das lojas. Remodelar duas lojas é muito mais barato do que remodelar cinco ou seis. Daí termos precipitado esta mudança antes da abertura da terceira loja. É um investimento que visa melhorar a nossa marca e, por isso, achámos que tinha que acontecer já.

Até ao final do ano querem ainda inaugurar oito novas lojas em Lisboa. Os espaços estão já definidos?
Na nossa cabeça já. Mas ainda não temos os contratos fechados. Temos mais do que oito espaços identificados e agora vamos abrindo conforme a disponibilidade dos próprios espaços. Mas sim, temos definidos todos os espaços onde queremos estar. Faz parte do nosso dia-a-dia estarmos atentos ao que se passa nos food courts e perceber quais os melhores locais para estarmos presentes.

Pensam expandir o conceito a outras cidades?
Sim, claro. Lisboa é pequena para um conceito com este potencial. Pretendemos crescer para outras cidades e para outros países. Sabemos que existem outras cidades onde o nosso produto tem potencial e que seria bem aceite pelo nosso target, mas tudo no seu devido tempo. É importante criar uma base onde as coisas corram bem para que nos possamos aventurar noutros mercados. neste momento estamos focados na expansão em Lisboa e é aqui que queremos começar por vingar.

A quebra de consumo das famílias é uma realidade com que se debatem marcas e empresas. De que modo o aumento do IVA na restauração tem vindo a impactar no vosso negócio?
O consumo tem caído muito. No entanto, nós não nos ressentimos porque montámos o negócio em tempo de crise e por isso estamos preparados para a ultrapassar. O impacto do IVA é na nossa margem. Tentámos encaixar o aumento do IVA para não o repercutir totalmente nos nossos clientes. Temos esperança que dentro de um a dois anos o consumo volte a crescer e nesse momento estaremos cá para retirar os benefícios de investir em tempo de crise.

Qual a expectativa de facturação para este ano?
Depende muito do número de lojas que efetivamente conseguiremos abrir, mas esperamos facturar pelo menos dois milhões de euros ainda este ano.