Exame – Prego vestiu smoking

in Revista Exame, Março de 2012

LINHA DA FRENTE
Três jovens empresários apostaram num “prato tradicional” para revolucionar o território da fast food.

A ideia original veio de “um prato com muita saída”, servido num restaurante que David Igrejas tinha em Cascais. A iguaria em questão era o prego gourmet – na versão original com rúcula, parmesão e vinagre balsâmico que acabaria por ser protagonista principal num spin off empresarial de sucesso: o conceito deu origem a uma marca de fastfood que conta já com duas lojas na Grande Lisboa e que prevê a abertura de dois novos espaços até março.

A constatação de que os portugueses estavam disponíveis para “uma alimentação mais saudável”, que desafiasse o conceito tradicional de comida rápida, foi o mote para que três jovens empresários abraçassem a ideia de criar a cadeia Prego Gourmet.

As suas áreas de formação não podiam ser mais distintas. João Cota Dias licenciou-se em Gestão, na Universidade Técnica de Lisboa, André Almeida formou-se em Marketing, no IADE, e David Igrejas tirou Engenharia Mecânica antes de abraçar a verdadeira paixão: o curso de culinária. A eles juntou-se depois o sócio investidor, Pedro Almeida. A primeira loja arrancou em junho de 2011, no Amoreiras Plaza, e a segunda em novembro, no Oeiras Parque. Em ambos os casos, a média de refeições diárias tem subido de mês para mês. Na loja do Amoreiras Plaza, por exemplo, atingiram já uma média de 200 refeições servidas diariamente.

Os menus oscilam entre os 5 e os 11 euros e comportam desde o prego tradicional às versões de frango, salmão ou lombo. No prato ou no pão.

E, pormenor não despiciendo, “com particular atenção aos detalhes”, a começar pelo própria apresentação no empratamento. A marca, dizem, constrói-se nesses detalhes.

A premissa empresarial do projeto teve por base “uma estrutura adequada à crise”. “Começámos com uma dimensão pequena e vamos crescendo consoante o sucesso de cada loja”, resume Pedro Dias. Até ao fim do ano, o objetivo é chegar às dez lojas na Grande Lisboa, com uma estimativa média de investimento de 150 mil euros por loja.

 Negócio a crescer

Às duas lojas Prego Gourmet já existentes na Grande Lisboa deverão juntar-se outras duas até março.

O objetivo é atingir as dez lojas até final do ano, dizem os empresários. A estimativa média de investimento em cada loja ronda os 150 mil euros.